O tema segurança da informação vem à tona com muita intensidade neste momento. O mundo vive uma crise política e diplomática de grandes proporções causada justamente pelo vazamento de dados pessoais de milhões de usuários de um site de relacionamentos, o Facebook.

Esta é a narrativa corriqueira quando se trata de segurança da informação: muitos só se dão conta da importância de proteger seus dados quando eles são deletados, expostos ou roubados. Ou seja, quando o problema já foi causado. As pessoas precisam criar uma cultura de constante monitoramento e prevenção de ameaças e consolidar esse comportamento em sua rotina de navegação na internet e uso de programas e aplicações.

O vazamento de dados e informações noticiado pela imprensa — com todos os problemas que isso implica — revela como o tema deve ser discutido, e o debate, ampliado; afinal, todos somos produtores, portadores e difusores de informações. O assunto é de interesse geral.

A informação como um ativo

O século XXI popularizou o conceito de Economia da Informação, que tem a produção e difusão de conhecimento como o centro nervoso da economia global. A informação tornou-se o bem mais valioso do novo modelo de organização econômica.

Informações sensíveis são portadoras de valor e estratégicas para o desenvolvimento de atividades empresariais, ganhando tangibilidade por meio de transações financeiras, produção industrial globalizada, operações logísticas e diversas outras formas. Nesse contexto, a proteção de dados significa ter o patrimônio resguardado e tratado como um ativo.

Esta mesma lógica vale para o âmbito pessoal. Nos computadores pessoais estão armazenadas informações íntimas e de segurança que se vazadas podem causar uma série de problemas de ordem econômica e pessoal. Senhas de banco e de mídias sociais, fotografias de teor íntimo, arquivos de trabalho e estudo, tudo isso são informações sensíveis de cunho pessoal.

Como é possível perceber na repercussão do vazamento de dados do Facebook, as consequências transcendem os ambientes de informação e rebatem com força na política, na economia, na cidadania, no direito.

Segurança da informação e segurança cibernética deveriam ser o alicerce desta era, em que cidadãos, Estado e corporações têm uma presença digital forte e precisam proteger seus dados e informações estratégicas.

O elemento humano

Uma constatação aterradora neste caso envolvendo o Facebook, embora muito comum, é que cerca de 270 mil pessoas autorizaram uma empresa privada a coletarem seus dados, o que levou à captura não autorizada da rede de contatos de cada uma. O resultado foi exponencial: 50 milhões de usuários com dados vazados.

Empresas investem cada vez mais na proteção de suas redes de computadores, servidores e data centers, mas nem sempre o ser humano segue o ritmo ou orientação da cibersegurança. Se numa ponta a tecnologia é desenvolvida e aplicada para proteger ambientes de informação, na outra usuários inexperientes e desconhecedores dos perigos da rede podem ser a porta de entrada de grandes ameaças.

É sabido que não há ambiente 100% seguro, mas as soluções de segurança mantêm os riscos a um nível de proteção admissível e são capazes de prevenir o erro humano. Por isso, são fundamentais para manter o bom funcionamento das atividades do cotidiano.

O maior aliado das necessárias proteções de tecnologia da informação é um usuário consciente do valor das informações e que seja crítico em relação ao seu comportamento de segurança na internet.

Segurança da informação para todos

Desde uma simples navegação por sites na internet a acessos a grandes sistemas interligados em escala global, há sempre um risco de invasões e trabalhos maliciosos de hackers. Em todos os locais virtuais da nossa ação cotidiana paira a ameaça de vazamento de informações e seus diferentes problemas decorrentes. Perda de trabalho, desfalque no patrimônio, invasão de privacidade, vazamento de fotos: tudo isso acontece diariamente.

O cidadão comum está mais exposto a isso do que imagina. Computadores pessoais também são alvos de hackers e programas maliciosos, não apenas para causar danos, mas também para o roubo de dados, como fotos, senhas e arquivos pessoais. Há muitos casos de desfalque no patrimônio e constrangimento pelo vazamento de informações íntimas. Todo cuidado é pouco.

Segurança da informação, portanto, não é um assunto restrito a departamentos de TI e corporações de área de tecnologia. É de interesse do cidadão, de todos nós. Criar uma cultura de segurança da informação é mais do que fundamental para extrairmos o que há de melhor que o mundo conectado tem a nos oferecer.

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